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21.5.08

Só um adendo

Ontem eu ouvi a notícia de que um avião de caça americano invadiu acidentalmente o espaço aéreo da Venezuela. O Eua se desculpou e na minha opnião a Venezuela deveria ficar quieta. Afinal foi apenas um equívoco, todos sabem que seria necessária muita tecnologia para impedir um avião que voa tão rápido, de invadir os países assim desse jeito.

Seria necessário um plano que contivesse o desenho de todos os países e suas fronteiras, imaginem! Mas isso não bastaria, seria preciso um aparelho que mostrasse ao piloto, se utilizando de transmissores espaciais, a posição exata do avião.E o Eua é um país com pouca tecnologia, todos nós sabemos disso.





Fica aqui para os americanos, o mapa da América do Sul. E o endereço do google maps.

3.3.08

Jerusalem Jones

Este é um conto escrito por mim, com o personagem Jerusalem Jones de Eudes Honorato, do Rapadura Açucarada.

Próximo ao meio-dia, Jerusalem Jones estava a caminho de Bether City resolver algumas diferenças com maus pagadores de dívidas, Jerusalem Jones não gostava bancar o cobrador de dívidas de ninguém, pelo menos, não de graça, mas como era para ele que deviam, abriu uma exceção.

E foi perto da estrada que avistou uma confusão, quatro homens atacavam um quinto caído ao chão, um dos agressores apontava um revólver, e já pronto pra atirar. Jerusalem Jones não era um homem da lei, não tinha consciência, e provavelmente vasculharia o corpo do infeliz depois que os quatro homens fossem embora, mas tinha noção de que o moribundo não tivera nem chance contra os outros, e uma coisa de que não gostava era de um combate injusto. Sacou seu revólver e aproximou-se cautelosamente, mirou e atirou rápido em três deles:

-Pronto, agora você que sobrou pode lutar justo com o cara aí no chão.
O ladrão olhava aterrorizado.

Jerusalem Jones não pretendia salvar o dia, só não gostava de injustiças e tornou o combate justo, a vítima que se resolvesse a partir de agora. Enquanto o homem caído se levantava e o ladrão gaguejava, Jerusalem foi se preparando pra voltar à sua viagem.

Ouviu o ladrão gaguejar ainda uma útima vez:
-Ma-ma-mas, eu nã-ão t-t-tenho.
Bang! O estampido do tiro é seguido pelo baque do corpo no chão.
-Espera! O estranho chama.

Jerusalem se vira, esperando. O estranho tirou a capa que o cobria, revela-se um homem de meia-idade, com um pano enrolado na cabeça, um bigode branco e uma pele queimada de sol, e se apresenta:

-Meu nome é Gusttafá-Al-Kaz, venho do reino da Síria...
-Tá certo, muito bom, muito legal, agora eu vou embora. Jerusalem sem paciência.
-Me ajudaste e como tradição de minha terra natal, devo a ti.
-Deve? Os olhos de Jerusalem brilharam.
-Devo acompanhar-te até que possa retribuir-lhe, senhor...
-Me chamo Jerusalem Jones, mas pra me pagar você podia me dar isso aí. Jerusalem apontou para a arma do árabe, uma bela pistola prateada, toda trabalhada, não tinha noção de que uma arma podia ser tão bela.
-Essa senhor Jones, é uma legítima obra de arte do grande mestre Omar Kaibh!
-Ah sim! Omar Kaibh...nunca ouvi falar.
-Junta de meu akhal-teke, Razim, -apontou para o belo cavalo negro que pastava algum mato seco- são valiozas riquezas, mas nada são aos pés de uma vida.
-Se não tem outro jeito e você vai vir atrás de mim, talvez possa me ajudar numas cobranças...
-Sem dúvida, vamos adiante.

E os dois montaram os cavalos e voltaram para a viagem até Bether city. O árabe puxou conversa:

-Essa cidade para a qual vamos, eu passei por ela, muito ruim, muita ganância em todo lugar.
Jerusalem Jones fingiu não ouvir e perguntou oque fazia por lá aquele estranho e ouviu dele que na verdade viera do reino da Síria, onde seu amo fazia questão de se casar com uma princesa indiana, Hanna, a caprichosa, que exigia que um presente digno dela fosse oferecido pelo seu pretenddente. O amo, muito poderoso e rico, enviou seus mais honestos emissários para os quatro cantos do mundo em busca do maior tesouro que pudessem encontrar.
-E foi assim que eu cheguei na América.
-E porque foi atacado por aqueles quatro?
-Quando cheguei em Boston, ouvi dizer que os índios do oeste tinham poderes mágicos (Jerusalem torceu o nariz) e vindo nessa direção, Bether city foi a primeira cidade que encontrei.
-E aí?
-Então comprei de um índigena um patoá, não foi barato, é feito com o couro de uma cobra chamada cascavel, contém um pó mágico que torna quem o usa invulnerável.
(Jerusalem se segurou para não rir)
O homem mostrou a Jones que usava o colar, logo depois um furo na roupa e somente um vergão no peito.
-Esse buraco foi feito por uma arma daqueles quatro ladrões de que o senhor me salvou, mas a bala não foi párea ao poder do colar.
Frente a isso Jerusalem não sabia se acreditava ou ria de uma vez.
Jerusalem nunca o roubaria, mas pra um joguinho de pôquer amistoso o teria chamado, ah, isso teria feito.

Mais íntimo do sujeito, Jerusalem resolveu saber mais dele:

-Eu nunca passaria por isso, sofrer tanto por um homem que me escraviza.
-Quem te escravizou?
-Não eu, você é o escravo, porque mesmo tão longe da Síria ainda age com lealdade ao seu senhor?
-Mush'lam ben douin!
-Quê? Espantado pela fala do árabe.
-Eu disse que você fala mas não pensa! Eu sou livre, não sou nenhum escravo, só devo lealdade ao meu amo pois ele me protege.
-Tá, mas aqui na América é diferente, eu sou livre mesmo, nada de escravo nem de senhor, nem de amo, isso faz parte da constituição desde o ano de...desde...já faz tempo.
-Constituição?
-Um livro de onde os letrados interpretam as leis.
O árabe ficou calado, pensando nos dois conceitos de liberdade.

Chegando em Bether city, o árabe disparou:

-Senhor Jones, devo-te a vida, mas também devo completar minha missão, entrego-te este colar mágico, pois pode precisar dele em suas cobranças. E assim, pago minha dívida contigo.
-Mas esse não era o presente pra princesa? Jerusalem preferia a ajuda do árabe para cobrar as dívidas, um alvo adicional é sempre melhor do que uma promessa de um indígena charlatão.
-O senhor me deu uma idéia de presente muito superior à invunerabilidade. Salamaleco
-Pra você também.

Depois disso Jerusalem não viu mais o árabe, mas ficou sabendo que a única edição da constituição dos Estados Unidos da América que estava à venda na Guns & Stocks fora vendida, de certo o árabe levou a liberdade americana transmutada no livro da constituição como o maior tesouro americano.

Antes tivesse levado o colar.

Visite o Rapadura Açucarada e leia mais de JJ e HQ's.

26.5.07

Comunicado à Sociedade (da Ocupação da Reitoria)

São Paulo, 21 de maio de 2007

Comunicado a Sociedade São Paulo, 21 de maio de 2007 Os estudantes da USP que ocupam a reitoria desde o dia 03/05, reunidos em plenária, decidiram vir a público prestar esclarecimentos com relação às informações veiculadas na imprensa sobre o movimento, assim como nossas resoluções sobre as reuniões propostas pela reitoria e a Polícia Militar.
Nosso movimento defende a educação pública contra os ataques do governador José Serra e a conivência das reitorias das Universidades Estaduais paulistas. É por isso que somos contra os decretos assinados pelo governador no início deste ano, que ferem não somente a autonomia de gestão financeira, mas principalmente comprometem o caráter reflexivo e crítico que deve caracterizar ensino, pesquisa e extensão, na medida em que privilegiam as ?pesquisas operacionais? - aquelas que favorecem o lucro privado em detrimento dos interesses da maioria da população. Exemplo claro disto é a alocação da FAPESP na Secretaria de Desenvolvimento, separada das Universidades. Reiteramos que estes decretos vieram agravar o processo de sucateamento da educação pública, já manifestado nos vetos ao aumento de verbas para as Universidades. Ocupamos a reitoria em protesto contra seu silêncio e omissão, para sermos escutados e abrirmos o debate com a sociedade.
Fomos acusados de ?vândalos? e ?violentos? por termos danificado uma porta. Violentos não seriam os governos que impedem a maioria da população de ter acesso à Universidade Pública, que é elitista e racista por responsabilidade dos mesmos que hoje nos criminalizam? Violentos não seriam os que têm punido juridicamente manifestações políticas, como esta ocupação? Violentos não seriam os que destroem a educação pública e reprimem os que querem defendê-la? Violenta não seria a polícia que reprime, dia a dia, a população pobre, negra, os trabalhadores e os movimentos sociais? Frente a toda essa violência, uma porta não é nada. José Serra nos chamou de ?mentirosos e desinformados? e declarou que a autonomia não foi ferida. É um ataque lamentável, como os que ele mesmo desfere contra o ensino público e que devem ser repudiados pela população. A respeito da gestão das verbas da Universidade, Pinotti em entrevista à Folha de S. Paulo declarou: ?Suponha que haja um remanejamento maluco. Cabe ao governador dizer não.? Isso fere claramente a autonomia, pois deixa a critério do governo o que é ?maluco?. E sabemos que ?maluco? para eles é investir na Universidade Pública, gratuita e de qualidade.
É falsa a afirmação de que somos contra a transparência das contas da Universidade. Defendemos a publicização de toda a movimentação financeira interna da Universidade, o que também deve incluir as contas das fundações de direito privado, que usurpam o dinheiro e a estrutura da Universidade Pública para beneficiar um punhado de grandes empresas privadas e a burocracia acadêmica. Porém, a mera prestação de contas é insuficiente. A USP já disponibiliza os dados de seus gastos para a toda a população na internet. O Siafem (Sistema Estadual de Controle e Registro de Gastos), ao contrário, não é aberto ao público (é necessária uma senha para acessá-lo, disponível apenas para o Judiciário e o Legislativo). O argumento da transparência é falso, trata-se de uma centralização das decisões e informações. O mesmo governo que se declara a favor da transparência não publicou a previsão e a arrecadação do ICMS dos meses de março e abril, argumento dado para a não definição do reajuste salarial dos servidores. E mais, queremos que o destino das verbas seja definido não somente por uma minoria de professores, como é hoje, mas democraticamente, pela comunidade universitária em diálogo com a população, para que não esteja de acordo somente com os interesses de uma minoria.
Combatemos a concepção que trata como ?privilégios? direitos sociais inalienáveis, como educação, saúde e previdência. O resultado deste processo é que direitos sociais que deveriam ser garantidos para todos são transformados em mercadoria que só alguns podem adquirir. É por isso que dizemos à população que o discurso do governo ?contra o elitismo da Universidade? é oportunista. Não somos nem ?privilegiados? nem ?corporativistas?. Defendemos a universidade dos ataques que vem sofrendo e lutamos para transformá-la, para que seja de fato pública, tanto em seu acesso e permanência à população que mais necessita, quanto no caráter do conhecimento nela produzido. É por isso que chamamos a sociedade para lutarmos juntos pela real democratização das Universidades Públicas.

Estão agendadas duas reuniões para hoje (21/05/2007): uma com a reitoria e outra chamada pelo Comandante da Tropa de Choque da Polícia Militar. Frente a isso, declaramos que:

1 ? Apoiados por professores, pela Assembléia de estudantes e de funcionários da USP, dentre outros segmentos da sociedade civil, diversas Universidades e movimentos sociais reiteramos nosso repúdio a qualquer punição, seja ela de caráter administrativo ou judicial, contra qualquer integrante do movimento de ocupação da reitoria da USP, sobre o qual recaia qualquer implicação processual em razão deste movimento político.

2 ? Com relação à reunião com a PM: o que está sendo proposto não se trata de uma negociação. A única negociação possível é com a reitoria. Defendemos a autonomia da Universidade e negociar com a PM seria um ataque a esta autonomia que estamos defendendo. Por isso, não participaremos da reunião e mandaremos apenas representantes jurídicos para entregar oficialmente este comunicado e defender nosso movimento e nossas reivindicações. É importante lembrar que reintegrações de posse com uso de força policial não ocorrem na USP desde os obscuros anos da ditadura militar, quando centenas de pessoas foram presas e torturadas por lutar pela democracia na Universidade e no país. Não vamos compactuar com uma intervenção que reinstitui práticas ditatoriais e, se houver uso da força policial, resistiremos.

3 ? Com relação à negociação com a reitoria e nossa pauta: sempre estivemos abertos à negociação, por isso aceitamos a reunião proposta para hoje, às 8h30. Esperamos que a reitoria avance no atendimento às nossas reivindicações, que não são somente moradia e autonomia como a imprensa tem veiculado. Temos uma pauta com 17 pontos, que segue em anexo. Esperamos que a reitoria avance com relação à proposta do dia 08/05, já rejeitada em Assembléia Geral do Estudantes da USP, que contou com mais de 2000 estudantes. Como nossas decisões são feitas democraticamente em fóruns de participação direta, a avaliação do resultado desta reunião será feita na próxima Assembléia Geral dos Estudantes da USP, a se realizar no dia 22 de maio, às 18h, em frente à reitoria.

4 ? Chamamos toda a população a participar das nossas atividades, pois nossa luta é em defesa da educação pública. Haverá um ato público no dia de hoje, às 14h, em frente à reitoria, contra a repressão policial e em defesa da educação pública, para o qual chamamos todos os trabalhadores, estudantes, intelectuais, parlamentares, sindicatos, organizações políticas e movimentos sociais, para defendermos a legitimidade da nossa luta. Será realizada no dia 22/05 a Assembléia Geral dos Estudantes da USP. E no dia 23/05, quando nossa greve se fortalecerá com a entrada de outros setores das universidades, nos somaremos ao Dia Nacional de Lutas em defesa dos direitos sociais, com um ato no MASP (Av. Paulista), às 14h.

Contamos com o apoio dos que se o opõem à repressão e defendem uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos.
URL:: http://ocupacaousp.blog.terra.com.br/

1.11.06

Conhecimento é o caminho para a liberdade


O aprendizado e a vida estão intimamente ligados, uma vez que ela será um constante acúmulo de conhecimento e também de aplição. Acumulamos uma carga enorme de informação, e, infelizmente boa parte dela simplesmente desaparece, não pela inutilidade, mas por não ser valorizada. Desse modo, as lições aprendidas deixam de ser aplicadas.

Assim que nascemos, sedentos pela descoberta do mundo, criamos as fantasias, vivemos as desilusões, embora durante toda nossa vida lutamos pela verdade, mesmo quando esta nos é negada, ou sabendo que tantos foram perdidos em seu nome.

Durante todo o curso da História, dezenas de teóricos, políticos e filósofos deram diversas interpretações à palavra liberdade. Passamos pelos regimes monárquicos, totalitários e democratas. Nosso país tornou-se "independente", depois uma República, passou por revoluções, ditaduras, até chegar no estado atual.

Nossos pais libertaram-nos das garras da ditadura, o sonho da liberade alçava vôo, no entanto, como se fosse uma porção de lixo, não valorizamos esse espírito, essa atitude, e nos deixamos dominar pelas elites, e como se fosse um brinquedo antigo. Trocamo-la por uma quinquilharia importada. Hoje nos preocupamos em votar no menos pior. "Não há problema em ser dominado desde que não mexam em nossa conta bancária" , é oque pensamos.

Para termos uma sociedade livre e cooperativa, sem autoridades inescrupulosas, não deixemos de recordar o passado. Como fomos dominados e como nos libertamos. Valorizemos o conhecimento, o pleno entedimento do funcionamento da atual sociedade, a dominação das massas pelas elites; fornecendo o conforto enquanto retiram sua autonomia.

Portanto, devemos ensinar à futura geração o valor do passado, pois assim não se deixarão dominar como nós permitimos. O conhecimento é a trilha para uma sociedade livre. O conhecimento de que é possível viver sem uma autoridade, sem um carrasco à nossa espreita!

13.10.06

Brasil: a eterna colônia

Faço minhas as palavras de meu amigo:


A história do Brasil poderia muito bem começar nos livros com: "Era uma vez uma terra muito distante..." e assim dar início a nossa saga de povo que nunca desisti. Nunca desisti de ser a eterna colônia dos trópicos.

O Brasil continua a ser a terra sem lei que era há mais de 500 anos atrás, vemos dia após dia que aqui o direito reside na força e ponto final. A devassidão na política comprova a falência deste arremedo de Estado que exite desde a chamada "Proclamação da República". A liberdade é uma idéia e não uma realidade. O conceito (volátil) de Democracia soa como música nos ouvidos do Ocidente, que se orgulhará até o fim dos tempos por ter derrotado os totalitarismos fascistas e comunistas e tê- los substituídos por Estados fracos e corrompidos.

O Brasil não foge à regra. Também aqui vestimos a máscara carnavalesca da tão louvada Democracia, que convida gentilmente TODOS os seus cidadãos a votarem e servirem às Forças Armadas, não sendo possível recusar tão belo convite, pois não queremos, de maneira alguma, fazer desfeita. Não queremos desapontar aqueles que nos tiraram das trevas da ignorância e nos mostraram o caminho da civilização perfeita. Que empenham- se todos os dias a nos ensinar como é vantajoso os empréstimos do Banco Mundial, e como é intere$$ante este negócio de Democracia. Não! Não! Jamais desapontaremos ninguém, pois como dizem lá fora, os brasileiros são um povo "muito receptivo e alegre". É esta alegria que atrasa a história do país em 500 anos.

O IDH é vergonhoso, a carga tributária é a maior do mundo, o PIB não chama a atenção dos poderosos, a corrupção beira o surreal, mas mesmo assim somos considerados um líder do Terceiro Mundo (ou seria do Quinto Mundo?), ou seja, somos a "elite da pobreza". Continuamos ano a ano a ceder todos os cérebros do país às universidades estrangeiras e para as multinacionais da Europa, pois ainda somos a fonte de matéria- prima para o mundo civilizado, como antes.

Bem que poderíamos voltar a ser uma colônia oficial de nossos tão queridos e amados irmãos portugueses, pelo menos teríamos o status de europeu e eles administrariam esta terra do "Era uma vez", que arrogantemente se autodenomina República Federativa do Brasil, e então poderíamos voltar aos tempos do grande império luso- brasileiro e por fim, estaríamos isentos de todas as obrigações enfadonhas de um Estado de verdade: votação consciente, responsabilidade social, força de vontade, espírito de coletividade e outras coisas mais que atualmente nos chateiam tanto.

Quem não concorda que a nossa função histórica foi sempre servir as metrópoles mundiais, que atire o primeiro pedaço de Pau- brasil!

João Vitor P. P. Romão

Outubro de 2006

5.10.06

Cortando o mal pela raiz




O desemprego deveria ser um problema de resolução prioritária, uma vez que é um dos principais causadores do abismo entre as classes sociais e responsável por uma considerável parcela da violência.
Existe um espaço vago entre as elites e os desempregados causada pela exploraçãosobre os trabalhadores que são desvalorizados e perdem forças diante da máquina capitalista. Não são raras as demissões em massa atualmente.
Desempregado, desamparado e oprimido, vendo sua vida declinar rumo ao fundo do poço, o indivíduo se desespera, recorrendo muitas vezes à prática de delitos para suprir suas necessidades.
Temos que auxiliar o desempregado e qualificá-lo, mas não basta termos todos empregados, é preciso valorizar a mão-de-obra brasileira com saalários que garantam além da subsistência, o lazer do trabalhador.
Se quisermos resolver os problemas de nosso país, devemos começar pelo desemprego que é o gerador de tantos outros, ou seja, cortando o mal pela raiz.